Com a missão de levar astronautas na órbita terrestre para realização de pesquisas nas áreas de astronomia, biologia, medicina espacial e processamento de materiais, além de ser usado para reparo de satélites científicos, militares e espaciais, e posteriormente para a construção da Estação Espacial Internacional, o ônibus espacial é o único veículo tripulado utilizado atualmente pela Agência Espacial Americana (NASA).
Idealizado no governo Nixon, quando em 1969, após a conclusão do Projeto Apollo, pediu para os especialistas da NASA pensarem em novos desafios para a agência, e este consistia em um veículo tripulável, reutilizável e claro, capaz de orbitar a Terra e retornar em segurança. Este projeto teve apenas 1/5 do investimento da missão Apollo (esta teve 130 bilhões de dólares gastos em valores de hoje), pois agora, longe da pressão da corrida espacial, culminada com a chegada dos americanos à Lua, não havia mais a necessidade do altíssimo investimento num período de tempo tão curto.
Tão clara foi essa nova política de investimento, que o primeiro ônibus espacial estourou o cronograma de projeto em 2 anos, sendo terminado depois de quase uma década.
O entusiasmo foi tão grande com o sucesso do vôo que acreditava-se numa frequência de até 50 vôos por ano, depois que outros ônibus fossem construídos. Em 1983, ficou pronto o segundo ônibus espacial, o Challenger, seguido em 1984 pelo Discovery e em 1985 pelo Atlantis. Apenas 4 anos depois da construção de seu primeiro Shuttle, a NASA já contava com 4 deles, mas um acontecimento iria chocar o mundo e colocar um freio nos projetos na NASA.
A explosão da Challenger, em 23 de Janeiro de 1986, 73 segundos após seu lançamento, deixou um ar de dúvida em relação ao futuro dos ônibus espaciais. Porém, eles voltaram a voar 2 anos depois e em 1991 o último da família nasceu, batizado de Endeavour. Uma curiosidade sobre o nome da nave é que ele foi escolhido num concurso em que participaram alunos do ensino fundamental e médio.
O nome vencedor é o nome do navio utilizado pelo navegante inglês James Cook, que em serviço ao Almirantado Britânico e a Royal Society, viajou para a América Central, América do Sul e à Oceania, e através da observação da movimentação do planeta Vênus no Taiti, conseguiu dados necessários para a determinação da distância entre a Terra e o Sol, número este utilizado como unidade de medida para obtenção de parâmetros astronômicos.
A Endeavor realizou 25 missões e seu último vôo foi realizado no dia 16 de maio de 2011. Abaixo, o vídeo emocionante, realizado pela NASA, com câmeras acopladas aos foguetes mostrando a última subida da Endeavor à orbita da Terra.





